Coletivo JACA

O Grupo JACA (Juventude Ativista de Cajazeiras), fundado em 2004 em Cajazeiras, Salvador, Bahia, é uma associação dedicada ao desenvolvimento étnico e cultural. O coletivo surgiu com a missão de mobilizar a juventude do bairro em torno de temas cruciais como a luta por direitos humanos, a geração de emprego e renda, e a mobilização comunitária. Em 2009, o JACA expandiu suas atividades para o campo da reciclagem de resíduos tecnológicos, promovendo a metarreciclagem como uma alternativa sustentável para o reaproveitamento e descarte desses materiais. Além disso, o grupo é um ativo promotor de eventos artísticos, organizando caravanas culturais, saraus de poesia e festivais de música, incluindo jazz, no bairro, potencializando a juventude negra periférica e promovendo a arte através da ancestralidade. A experiência do JACA em Angola, marcada por uma profunda imersão cultural, fortaleceu ainda mais a conexão do grupo com suas raízes ancestrais, enriquecendo suas produções artísticas com a vivência e a influência direta da cultura africana. A performance poética do Coletivo JACA transcende o palco, transformando-se em uma experiência artística pulsante e multifacetada. Através da fusão de poesia, música, teatro e dança, o coletivo estabelece um diálogo vivo e sensível com o público, convidando-o a uma imersão profunda em narrativas de resistência e celebração. As poesias, todas autorais, são tecidas com a rica tapeçaria da identidade, abordando memórias ancestrais, a inabalável força das populações negras e periféricas, e histórias que exaltam a vida, o afeto e a transformação social. A trilha sonora, inspirada em ritmos afro-brasileiros e contemporâneos, não apenas acompanha os versos, mas os eleva, conduzindo a plateia a um mergulho sensorial. Complementando essa sinfonia de palavras e sons, o teatro e a dança dão corpo e movimento às palavras, esculpindo imagens cênicas que amplificam o impacto emocional de cada mensagem. Esta criação coletiva é um testemunho eloquente da potência criativa e política das vozes periféricas. Ela não só denuncia desigualdades e valoriza heranças culturais, mas também afirma, com veemência, o direito inalienável à memória e à presença. Cada apresentação do Coletivo JACA é, em sua essência, um ato duplo: um ato artístico de profunda beleza e um ato de resistência que transmuta a dor em potência e a esperança em ação.

A formação do Coletivo JACA é composta por :

Rilton Jr. (Poeta com P de Preto): Voz, Cajon, Percussão

Marivaldo Gomes: Voz, Cavaco, Guitarra, Apitos, Percussão

Cairo Costa: Voz, Pandeiro, Percussão
George Magno: Tambor, Zabumba, Caxixi
EdCarlos Bomfim: Atabaque e Caxixi

Vagné: Voz, Violão, Live Eletronics

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